O furto de cabos, fios de cobre e materiais de alumínio tem tirado o sono de moradores de diversos bairros da cidade do Rio. Pensando em formas de dificultar esse tipo de crime e identificar os meliantes que fazem parte dessas quadrilhas, demos entrada no Projeto de Lei 347/2021, obrigando que os ferros velhos passem a ter como obrigatoriedade a identificação dos vendedores e/ou compradores de sucatas, além da procedência do material, no ato da negociação. Em caso de descumprimento, o estabelecimento receberá uma advertência e na primeira reincidência recebera uma multa de R$10.000,00 (dez mil reais); na segunda, a suspensão das atividades por sessenta dias e na terceira reincidência, o cancelamento definitivo do alvará de funcionamento na terceira reincidência.
Além disso, como forma de inibir esse tipo de crime, também demos entrada em outro projeto de lei 352/2021, que determina que a instalação de cabos e fios aéreos, existente nas vias públicas, passem para instalação subterrânea, pelas concessionárias, em até cinco anos.
Em grande parte dos casos, os furtos são praticados por dependentes químicos ou pessoas em situação de rua. Porém, o caminho do material furtado, que é vendido aos ferros-velhos, acaba no empresário de reciclagem. Essa é a rota percorrida pelos fios e materiais de alumínio roubados na cidade do Rio, de acordo com a Delegacia de Furtos e Roubos (DFR). A fiscalização e controle dos receptores, que no caso são os depósitos de ferro-velho, é imprescindível no combate aos casos de furtos. Pois, o número de casos tende a cair se não houver quem compre materiais de procedência duvidosa ou desconhecida. Na região da Grande Tijuca, as invasões e os furtos a portões de alumínio, bicicletas e até interfones, já se tornaram uma triste rotina. Agora, além dos gastos mensais com luz, água, condomínio, os moradores têm que arcar com os prejuízos semanais causados pelos criminosos.

